domingo, 31 de maio de 2015

De que dependerá a impulsão?


A água salgada apresenta uma massa volúmica superior à da água doce, o que significa que quanto maior for a massa volúmica do líquido onde o corpo se encontra mergulhado maior será a impulsão

Uma pessoa flutua mais facilmente na água do mar do que na água doce de uma piscina porque a impulsão na água salgada é maior.


O ovo não flutua em água da torneira, e flutua na água salgada porque a impulsão é maior.


Uma boa de plasticina afunda-se em água mas quando moldada em forma de barco flutua. 


Quando maior for o volume imerso do corpo, maior é o volume de líquido que se desloca para que o corpo possa ocupar o seu espaço. Se o volume de líquido deslocado é maior, o valor do seu peso é maior e a impulsão é maior.


Curiosidade




Arquimedes





A descoberta do fenômeno da impulsão deve-se a Arquimedes, um dos maiores sábios da Antiguidade.

Foi há mais de 2000 anos que Arquimedes realizou várias experiências com corpos mergulhados em fluidos, que lhe permitiram concluir que o valor da impulsão é igual ao valor do peso do fluido deslocado pelo corpo.

Esta conclusão constitui o enunciado da Lei de Arquimedes.

Todo o corpo mergulhado num fluido (líquido ou gás) fica sujeito a uma força vertical, dirigida de baixo para cima, cuja intensidade é igual ao valor do peso do volume de fluido deslocado pelo corpo. 




IMPULSÃO



Porque é que um navio, feito de materiais tão densos, como o ferro e o aço, flutua na água?
Porque é que um balão de ar quente sobe?
Porque é que nos sentimos mais leves quando tomamos um banho de imersão ou um banho de mar?


Qualquer corpo mergulhado total ou parcialmente num fluido (líquido ou gás), fica sujeito a uma força vertical, de baixo para cima, exercida por esse fluido. Esta força designa-se impulsão.

 Daí que qualquer corpo mergulhado num fluído tenha um peso inferior ao seu peso real. Esse peso designa-se por peso aparente do corpo.

















sábado, 30 de maio de 2015

As Pilhas Eletroquímicas

O Cosmos - Documentário Alessandro Volta

Pilha de Volta




A pilha de Volta é constituída por uma solução de ácido sulfúrico em água, na qual é mergulhado um eletrodo de cobre e um de zinco. Se ligarmos o cobre ao zinco por um condutor c, passará corrente elétrica nesse condutor, dirigida do cobre para o zinco, o que indica que há uma diferença de potencial entre eles.



A solução com os dois eletrodos constitui um gerador. Os dois eletrodos são chamados polos, ou terminais do gerador. Chama-se polo positivo àquele por onde a corrente sai, e polo negativo àquele por onde a corrente entra. Na pilha de Volta, o cobre é o polo positivo, e o zinco, o negativo.



A pilha original não tinha a disposição cima indicada, era composta do seguinte modo: 

  • um disco de cobre, sobre ele um disco de feltro embebido em ácido sulfúrico diluído em água, depois um disco de zinco, sobre este, outro disco de feltro embebido em ácido sulfúrico diluído, depois outro disco de cobre, e assim sucessivamente. Esses discos eram colocados um sobre o outro de maneira a formar uma pilha. Daí o nome que até hoje se conserva para esses geradores.











Alessandro Volta






Alessandro Volta nasceu em Como, Itália.
Em 1780, Volta mostrou que a origem da corrente eléctrica, descoberta por Luigi Galvani, não estava nos seres vivos mas sim no contacto entre dois metais diferentes num meio ionizado.
Volta contrariava assim as afirmações de Galvani apoiadas em experiências com órgãos de animais e eletricidade.
Decorrente destas suas investigações construiu as primeiras pilhas químicas no final do século XVIII, marcando o início do estudo da eletricidade e dos circuitos eléctricos.
Estes estudos foram as bases do rápido desenvolvimento da teoria electromagnética nas décadas seguintes.
Volta também descobriu e isolou o gás metano e inventou o electróforo, aparelho que permite produzir cargas electrostáticas por atrito.
Em 1801 fez uma demonstração da pilha química a Napoleão, que o condecorou com o título de conde.
Foi diretor da Faculdade de Filosofia da Universidade de Pádua.

A pilha de Volta foi o primeiro gerador estático de energia elétrica a ser criado, tendo sido inventado por Alessandro Volta por volta de 1800.

Por volta de 1750, o anatomista italiano Luigi Galvani (1717-1808), realizando experiências de anatomia com sapos, concluiu que a corrente elétrica tinha origem nos músculos animais.

Alessandro Volta partiu de um pressuposto diferente do de Galvani: o de que a eletricidade tinha origem nos metais. Como físico, Volta tentava provar que só existia um tipo de eletricidade, aquela estudada pelas físicos. Por isso, trocou os tecidos de organismos vivos por ferro, cobre e tecido molhado. Variando os metais usados, rapidamente se convenceu de que seu raciocínio fazia sentido.


Em 1800, Volta construiu um equipamento capaz de produzir corrente elétrica continuamente: a pilha de Volta. Ele empilhou alternadamente discos de zinco e de cobre, separando-os por pedaços de tecido embebidos em solução de ácido sulfúrico. A pilha de Volta, produzia energia elétrica sempre que um fio condutor era ligado aos discos de zinco e de cobre, colocados na extremidade da pilha.