terça-feira, 20 de maio de 2014

Defeitos de Visão



 olho humano pode apresentar quatro tipos de problemas de visão:
  • Hipermetropia
  • Presbitia
  • Miopia
  • Astigmatismo


Hipermetropia

A Hipermetropia é a dificuldade em conseguir ver com clareza objetos que se encontram próximos de nós.  
Costuma-se dizer que essa pessoa tem "falta de vista ao perto".
   Quem sofre de hipermetropia vê os objetos próximos desfocados pois a imagem forma-se depois da retina. 

A Hipermetropia pode dever-se a dois fatores:
  • A incapacidade do cristalino de se tornar mais convergente (mais curvo).
  • O facto de o olho ser mais pequeno do que o necessário para que a imagem se forme corretamente.

Em qualquer dos casos, o problema é corrigido com lentes convergentes (ou convexas):

Hipermetropia



Miopia

 A Miopia é a dificuldade em conseguir ver nitidamente os objetos que se encontram longe de nós. 
Usualmente as pessoas costumam chamar a este problema "falta de vista ao longe".
Quem sofre de Miopia vê os objetos que se encontram afastados muito desfocados pois a imagem forma-se antes da retina. 
A Miopia resulta da incapacidade do cristalino de se tornar menos convergente (menos curvo).
O problema é corrigido com lentes divergentes ou côncavas:


Miopia


Presbitia

A Presbitia, habitualmente designada de vista cansada, deve-se ao facto de o cristalino, com o avançar da idade, perder a capacidade de se tornar mais convergente (mais curvo), resultando na dificuldade em ver focados os objetos que estejam próximos de nós. 
Tal como a Hipermetropia pode ser corrigida utilizando lentes convergentes ou convexas.



Astigmatismo


O astigmatismo deve-se a uma forma irregular da córnea. 
Os raios de luz são focados em diferentes pontos e a imagem formada não é nítida. 
Este problema é corrigido com lentes cilíndricas. 
Quem apresenta este defeito de visão também pode apresentar comulativamente miopia e/ou hipermetropia.
   O efeito deste problema sobre a nossa visão:

Astigmatismo





Constituição do Olho




O olho está alojado na cavidade óssea - órbita, de forma esférica, cujo o interior se encontra cheio de dois tipos fluidos:

  • humor aquoso
  • humor vítreo

O globo ocular está revestido por duas membranas protectoras:
  • esclerótica - aspecto branco,opaco e duro, localizada na parte interna do olho;
  • córnea - aspecto transparente, situada na parede externa do olho, membrana que protege o olho e ajuda a focar as imagens.

Os constituintes do olho humano, responsáveis pela visão, são:
  • Córnea;
  • Pupila;
  • Cristalino;
  • Retina;
  • Coróide;
  • Nervo óptico.




A constituição do olho humano



O funcionamento do olho humano





Potência de uma lente



Há lentes mais convergentes do que outras -  lentes que aproximam mais os raios de luz do que outras, assim como há lentes mais divergentes do que outras - lentes que afastam mais os raios de luz do que outras :



Lentes convergentes




Lentes divergentes


É possivel determinar a Potência Focal de uma lente para que possamos comparar o efeito exercido por diferentes lentes:
  • Quanto maior o valor da Potência Focal de uma lente Convergente, maior a capacidade que essa lente tem de fazer convergir (aproximar) os raios de luz;
  • Quanto maior o valor da Potência Focal de uma lente Divergente, maior a capacidade que essa lente tem de fazer divergir (afastar) os raios de luz.


A Potência Focal calcula-se da seguinte forma:






Lentes

Lentes são corpos transparentes limitados por uma ou duas superfícies curvas.

Tipos de lentes

Lentes convergentes ou convexas
  • são lentes de bordos delgados em que  os raios luminosos que incidem paralelamente ao eixo principal da lente convergem num ponto – foco real; estas lentes apresentam vergência positiva.

         Imagens:

1)   Objecto para além da dupla distância focal: real, invertida, menor.
2)   Objecto colocado entre a dupla distância focal e o foco: real, invertida, maior.
3)   Objecto colocado a uma distância menor que a distância focal: virtual, direita e maior.


Lentes divergentes ou côncavas 
  • são lentes de bordos espessos em que os raios luminosos que incidem paralelamente ao eixo principal mudam de direcção por acção destas lentes divergindo. A convergência considera-se no prolongamento dos raios emergentes, sendo o foco virtual; estas lentes apresentam vergência negativa.

         Imagens: sempre virtuais, menores e direitas.



                                          Lentes convergentes ou de bordos delgados  




Lentes divergentes ou de bordos largos




Fibras Ópticas


As fibras ópticas são um conjunto de dois tubos concêntricos de características diferentes. 
A velocidade de propagação da luz é maior no tubo externo do que no tubo interno. 
Assim, ocorre a reflexão total.
A luz propaga-se a grandes distâncias com pouca diminuição da sua intensidade. 






As fibras opticas têm aplicação nas telecomunicações e na medicina.








Refracção da luz


Quando a luz passa de um meio óptico para outro, onde a velocidade de propagação é diferente acontece a refracção. Normalmente, ao refractar-se a luz muda de direcção:


  • Quando a velocidade no segundo meio é inferior à velocidade do primeiro, o raio refractado aproxima-se  da normal, caso contrário, afasta-se.

    •  Quando o ângulo de incidência é de 0º, ou seja, quando o raio incide    perpendicularmente, não há mudança de direcção.







    Refracção total

    Ocorre quando a luz, vinda do maio mais denso, incide na superfície de separação dos dois meios com um ângulo superior ao ângulo crítico. Quando acontece a refracção total, a luz acaba por ser reflectida.

    - Ângulo crítico - é o ângulo de incidência que corresponde ao ângulo de refracção de 90º.





    Triângulo da Visão



    Para se ver um objecto implica a existencia de três aspectos fundamentais, que contituem o triângulo de visão: 

    • o objecto, 
    • uma fonte luminosa que ilumine o objecto 
    • um detector de luz ( exemplo - os olhos de uma pessoa).